Esses dias eu estava tendo uma conversa informal com minha mãe e chegamos no ponto nevrálgico de todo ser humano; às origens. Que eu sou bisneto de imigrantes italianos por parte de mãe eu já sabia, mas nunca havia tido a curiosidade de saber o porquê e como eles saíram da Itália e cruzaram o atlântico em busca de uma vida melhor. Pensar que às viagens duravam por volta de 40 dias, num navio a vapor totalmente lotado é algo que não me alimenta tanto os olhos, mas me colocando no lugar deles, provavelmente eu teria feito o mesmo. É engraçado como ainda assim nossa cultura brasileira tão diversificada, continua nos dias atuais com costumes típicos de italianos. Da culinária até os filmes ela está presente. Pesquisando algumas coisas na uébi, eu descobri que o meu sobrenome carrega até um brasão, se eu soubesse disso na época do colegial, eu teria alguns argumentos a mais quando começassem a tirar sarro falando sobre o amaciante Comfort.
Voltando ao assunto Itália, recentemente eu escrevi uma música (influenciada por essa questão de imigrantes italianos) que se chama ''América'', e os primeiros versos dela é o que carrega o título dessa postagem. Eu sei que eu deveria ser menos saudosista, mas realmente seja um estranho fetiche gostar tanto do arcaico, e não ser tão a fim do pós-moderno. Fora isso, acho que é de suma importância nós resgatarmos nossas origens pra saber de onde viemos pra saber para onde vamos.
Bom, o que eu sei é que enquanto isso eu continuo aspirando a resina de alguém que pouco sabe da vida, e que muito achava que sabia no escuro do quarto quando tentava compôr a música perfeita.
Será que um dia estarei no meio da ponte américa-europa? Será que só América ou será que só Europa? Os itinerários da vida podem ser estradas de dois gumes.
Y.C
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